domingo, 8 de junho de 2014

RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DO ALUNO COM AUTISMO


 O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas). Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamada transtorno global do desenvolvimento (TGD).

O autismo apresenta comprometimento em três principais eixos:
Interações sociais; comportamentos estereotipados, repetitivos e restrições de interesses; e comprometimentos qualitativos na comunicação e na linguagem.

Qualquer intervenção ou técnica para trabalhar com alunos autistas passa pela comunicação com essas crianças. A comunicação baseia-se em trocas de informações através de uma  simbologia previamente escolhida pela comunidade. Os sons tem significados preestabelecidos tanto quanto os desenhos ou  gestos e podem  ser usados como forma de expressão ou comunicação, principalmente em crianças autistas.

 Para Vygotsky, a palavra, a linguagem,  é o veículo primordial de mediação. É com a palavra que o homem salienta, marca, destaca aquilo que é realmente num caleidoscópio de estímulos que bombardeiam por todo lado os seus diversos sistemas sensoriais.

Hoje a tecnologia permite uma gama de formas alternativas de comunicação facilitando a vida desses alunos, como computadores, além de uma diversidade de dispositivos que podemos utilizar para facilitar a vida desses alunos. A escola é um meio de grandes movimentos sociais e intelectuais na vida de uma pessoa e toda e qualquer criança tem o direito de passar por este movimento onde aprender sempre é o objetivo maior, respeitando sempre o tempo de cada um. Assim, são muitas as adaptações e ajustes para viabilizar a inclusão da forma que sonhamos, onde todos devem ter espaço em todos os lugares tirando aproveito do mesmo e fazendo suas contribuições, sem serem cobrados de uma igualdade desnecessária, pois a diferença entre os seres é que enriquece nosso mundo e favorece sua evolução.  



SUGESTÃO DE JOGOS

Os jogos constituem um recurso privilegiado para a aprendizagem e, quando bem utilizados, ampliam possibilidades de compreensão através de experiências significativas. Além disso, os jogos por seu caráter coletivo, permitem que alunos autistas troquem informações, façam perguntas e explicitem suas idéias e estratégias avançando em seu processo de aprendizagem e comunicação.
  
Batalha

Material: cartas do baralho – de Ás a 10
Conteúdo: leitura de números, comparação
A meta é ganhar mais cartas. Um dos jogadores distribui as cartas: uma para cada participante a cada rodada. Na sua vez, cada jogador abre a primeira carta de seu monte. Aquele que virar a carta mais alta pega todas as cartas apresentadas. Todas as jogadas se repetem da mesma forma até que todas as cartas já tenham sido distribuídas. Se abrirem cartas iguais, os jogadores que empataram devem virar outra carta e aquele que tirar a maior ganha. Pode ser jogado em duplas ou pequenos grupos.


7 cobras
material: 2 dados, lápis e papel
conteúdo: soma de dados, leitura e grafia de números.
Escreve-se a seqüência numérica na folha de papel (2 a 12). Na sua vez de jogar, o jogador soma os dados e marca com um X o número sorteado. Se a soma der 7, o jogador desenha uma cobra no seu papel. Quem marcar todos os números primeiro, com o menor número de cobras é o vencedor. Quem obter 7 cobras sai do jogo.


Nunca 10

material: tampinhas de garrafa de cores diferentes ou palitos de sorvete
coloridos (2, 3 ou 4 cores), 1 ou 2 dados
conteúdo: soma, noção de unidade, dezena, centena e milhar
Cada jogador, na sua vez, jogará o dado, soma-se a quantidade e pega-se a quantidade de palitos sorteadas. Iniciando com uma cor que representará as unidades(verde, por exemplo). Ao se obter 10 palitos verdes (10 unidades) troca-se por 1 palito de cor que represente a dezena (azul, por exemplo). A centena é vermelha e o milhar amarelo. No final das rodadas combinadas efetua-se a soma para saber qual o vencedor.



Caça ao Quebra-Cabeça

Meta: Inspirar um aumento do intervalo de atenção compartilhada. Motivações / Interesses: Figuras, quebra-cabeças e passeios pela sala /escola.
Preparação: Imprima da internet ou desenhe uma versão grande de um dos personagens favoritos da criança (Barney, Backyardigans, Mickey, etc.). Plastifique com papel contact (para tornar o material mais durável) e corte e pedaços para fazer um quebra-cabeça. Início da Atividade: Quando a criança oferecer a você um “Sinal Verde para Interação”, apresente a atividade pegando uma ou duas peças do quebra cabeça. Explique animadamente que figura será formada quando vocês pegarem todas as peças. Diga também que a maneira de pegar mais peça será ela ir passear pela sala ou pelas dependências da escola com você. Aproveite esse momento para lhe apresentar os colegas de classe e pessoas da escola.
Passeie com a criança pela sala e pegue uma peça por vez, e a leve até a mesa para juntar a peça ao quebra cabeça. Se a criança não quiser passear com você, procure convidá-la outras vezes quando ela oferecer Sinais Verdes até que ela aceite passear. Demonstre para a criança como pode ser divertido observar a figura crescer e se tornar o personagem.



Pescando as Sentenças

Meta: Estimular a utilização de sentenças mais longas. Motivações / Interesses: Atividades físicas (ex: passear de cavalinho, balançar, rodar, pular na bola grande, etc.)
Preparação: Em letras bem grandes, escreva as sentenças que descrevem atividades que você acredita que sua criança terá interesse em participar. Por exemplo: “Eu quero passear no pátio”, “Eu quero ir à sala de leitura”, “Eu quero pular amarelinha”, “Eu brincar com avião”. Escreva quantas sentenças você conseguir inventar para ações que você vai oferecer. Plastifique as sentenças para que elas possam ser reutilizadas. Início da Atividade: Quando sua criança oferecer um Sinal Verde, “pesque” uma atividade, leia para ela e a convide para realizá-la juntos. Quando sua criança estiver bem motivada dentro da atividade, você pode pedir para que ela leia a sentença inteira ou para que repita depois de você. E você oferece a ação motivadora.


Conversa com os Dados

Meta: Conversação com conteúdo social.
Motivação / Interesses: O assunto que sua criança goste de conversar (ex: carros, etc.). Preparação: Faça dois dados gigantes. Um dado será o dado das “situações”, cada face terá uma situação diferente relacionada com a área de interesse de sua criança (ex: o carro quebrando, comprando um novo carro, etc.). No outro dado, escreva em cada face nomes de pessoas que sua criança conhece (ex: membros da família, amigos da escola, professora e o nome da criança).
Início da Atividade: Explique para a criança que neste jogo, cada um tem a sua vez para jogar ambos os dados ao mesmo tempo. A combinação entre a situação e o nome da pessoa ditará o assunto da conversa. A idéia é conversar sobre como aquela pessoa agiria naquela determinada situação. Queremos encorajar conversas que tenham o foco em informações pessoais. Se você jogar os dados e obtiver a mesma combinação uma segunda vez, jogue o dado dos nomes novamente até que você tenha um nome diferente para iniciar a conversa.
Descreva a situação de forma animada, divertida, e bem detalhada. Procure adicionar na sua descrição vários interesses da criança. Por exemplo, se a criança gosta de humor tipo “pastelão”, inclua na história pessoas escorregando ou deixando coisas cair, etc. Estimule a criança a ter a vez dela. Auxilie a criança a contar a história o quanto você achar necessário.
Quando a criança entender bem o mecanismo do jogo e estiver altamente motivada, comece a introduzir desafios maiores. Ofereça menos auxílio, fique em silêncio e espere que a criança ofereça mais idéias espontaneamente. Se necessário, ofereça algumas dicas relativas à personalidade daquela pessoa específica (ex: “Você se lembra como o Beto gosta de conversar o tempo todo? O que você acha que ele faria se o carro dele quebrasse?”).


Jogos diversos: A partir de agora a professora trabalha 2 ou mais conceitos juntos.


Material: cartelas de cor, forma, espessura e tamanho
Conteúdo: noção de cor, forma, tamanho, espessura, contagem, quantidade.
A professora agora levantará 2, 3 ou 4 cartelas e a criança deve procurar o bloco correspondente. Ex: a professora pega 3 cartelas: círculo, fino, grande, o aluno deverá encontrar a forma correspondente as características apresentadas.

Jogos de mímica: (Imagem e Ação, por exemplo): Ao transmitir sem palavras sentimentos ou situações, a criança organiza seu pensamento lógico e busca compreender causas e conseqüências para melhor se expressar.

Jogo Can Can / Uno: Atua no raciocínio lógico-matemático, reversibilidade de pensamento, trabalhando também sentimentos de intolerância à frustração.

Jogo Banco Imobiliário: Neste jogo, assim como é na vida real, a sorte é aliada às decisões corretas. Trabalha raciocínio, atenção, pensamento lógico...

Jogos de vitória ao acaso (roleta, dados, trilha, pistas a percorrer...): Nestes jogos o ganhar e o perder são aleatórios, não dependendo da eficiência dos jogadores. São muito úteis para crianças que não aceitam perder.

Jogos de estratégia (damas, trilha, xadrez, gamão, contra-ataque, lig-4, Einsten, Senha...). Nestes jogos, é preciso que a criança planeje a jogada, faça antecipações de suas próprias jogadas e as do adversário.

Quebra-cabeça: Desenvolve a observação, concentração, percepção visual e raciocínio.

TRABALHANDO A  ROTINA



Uma característica do aluno autista é a necessidade de ter segurança em sua rotina diária, para auxiliar nessa necessidade podemos montar a rotina semanal utilizando fichas / cartaz organizando a rotina diária/semanal do aluno Autista. Utilizar o sistema baseado em figuras ou fotos selecionadas de acordo com as necessidades e/ou interesses individuais. Quando o autista estabelece a associação entre a atividade e o símbolo facilita tanto a comunicação quanto à compreensão.





TRABALHAR CONTEÚDOS ESPECÍFICOS


Utilizar material concreto e lúdico facilita na aprendizagem do aluno autista.

  
TRABALHANDO RELAÇÃO NÚMERO/QUANTIDADE






Atividade para relacionar a imagem da nota com o seu valor, tendo um apoio visual como suporte.









TRABALHANDO ADIÇÃO SIMPLES



AGRUPAMENTO POR COR



                                                                                                                                                               

O AEE e a escola comum devem fazer uso da tecnologia assistiva, que é uma área de conhecimento e de atuação que desenvolve recursos de comunicação e de mobilidade, em que traz como princípio  a necessidade do indivíduo, sem destacar, em hipótese alguma, a interação dele com o ambiente e com os outros.

BIBLIOGRAFIA

A matemática na Educação Infantil – A teoria da Inteligências múltiplas na prática escolar - Kátia S. Smole – Ed. Artes Médicas

As cem linguagens das crianças – Gandinio e Forman – Editora Artmed
Fórum Bimestral conversando sobre a inclusão – Prefeitura de Niterói
Programa Son-Rise®.


Revista Ciranda da Educação – Autismo

Revista Guia Escolar – Ano 01 – nº01/2011

Revista Inclusão – Ano 03 – nº 05/2011

TCC Autismo: Desafio na Alfabetização e no Convívio Escolar –


http://www.autismonoamazonas.com/2010/11/material-didatico-para-autistas-jogo-de.html

Santos, José Ivanildo Ferreira dos
Educação Especial : inclusão escolar da criança autista/José Ivanildo Ferreira dos Santos.- São paulo: All Print

Editora, 2011

sábado, 19 de abril de 2014

Surdocegueira e Deficiência Múltipla


A surdocegueira é uma terminologia adotada  mundialmente para se  referir a pessoa que tem perdas visuais e auditivas concomitantes em graus diferentes. Esta dupla perda sensorial causa problemas de aprendizagem, de conduta e afeta as possibilidades em vários aspectos da vida. Existem dois tipos de surdocegueira: a congênita e a adquirida. É importante apreender que a surdocegueira é uma deficiência única e que requer métodos de comunicação especiais para viver com as funções da vida cotidiana.
A surdocegueira se diferencia da deficiência múltipla pois quando se percebe que a pessoa que nasce com surdocegueira ou que fica surda/cega não recebe as informações sobre o que está a sua volta de maneira fidedigna, ela precisa da mediação de comunicação pára poder perceber, interpretar e conhecer o que lhe cerca. Seu conhecimento do mundo se faz pelo uso dos canais sensoriais, proximais como: o tato, o olfato, o paladar, sinestésico, proprioceptivo e vestibular. Entretanto, na deficiência múltipla não garantimos que todas  as informações muitas vezes chegam para a pessoa de forma fidedigna, mas ela sempre terá o apoio de um dos canais distantes (visão e/ou audição) como ponto de referência, esses dois canais são responsáveis pela maioria do conhecimento que vamos adquirindo ao longo da vida.
O termo deficiência múltipla tem sido utilizado, com freqüência, para caracterizar o conjunto de duas ou mais deficiência associadas, de ordem  física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento social. No entanto, não é o somatório dessas alterações que caracterizam a múltipla deficiência, mas sim o nível de desenvolvimento, as possibilidades funcionais, de comunicação, de interação social e de aprendizagem que determinam as necessidades educacionais destas pessoas. (MEC – 2006).
Segundo a Lei 7.853, de 24 de outubro de 1989 defini-se como: deficiência múltipla a associação, no mesmo indivíduo, de duas ou mais deficiências primárias (intelectual/ visual/auditiva/ física), com comprometimentos que acarretam conseqüências no seu desenvolvimento global e na sua capacidade adaptativa.
“A deficiência múltipla é uma condição que resulta de uma etiologia congênita ou adquirida. As pessoas com deficiência múltipla são indivíduos com comprometimentos acentuados no domínio cognitivo, associados a comprometimentos no domínio motor ou no domínio sensorial (visão ou audição) e que requerem apoio permanente, podendo ainda necessitar de cuidados de saúde específicos.”(Orelove e Sobsey , 2000).
É necessário que as necessidades específicas das pessoas com surdocegueira e deficiência múltipla sejam compreendidas pois o  desenvolvimento do esquema corporal da pessoa com surdocegueira ou com deficiência múltipla é de extrema importância. Para que a pessoa possa se auto perceber e perceber o mundo exterior, devemos buscar a sua  verticalidade, o equilíbrio corporal, a articulação e a harmonização de seus movimentos; autonomia em deslocamentos e movimentos; o aperfeiçoamento das coordenações viso motora, motora global e fina; e o desenvolvimento da força muscular.
Deve-se, portanto, disponibilizar  recursos para favorecer a aquisição da linguagem estruturada no registro simbólico, tanto verbal quanto em outros registros, como gestual. Também deve-se ampliar  a interação com o meio ambiente ao qual ele está inserido.
A comunicação é o aspecto mais importante e é por isso que se deve focar nela toda a atenção na implementação do programa educacional/terapêutico, já que é o ponto de partida para chegar a qualquer aprendizagem com as pessoas co surdocegueira e com deficiência múltipla.



REFERÊNCIAS

BOSCO, Ismênia C.M.G.; MESQUITA, Sandra R.S.H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar – Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010).

Texto: “Aspectos Importantes para saber sobre  Surdocegueira e Deficiência Múltipla” – Drª Shirley Rodrigues Maia- (São Paulo – 2011)

Texto: Deficiência Múltipla Sensorial - Vula Maria Ikonomidis.

Texto: Comunicação Para pessoas com surdocegueira- Revista por Shirley rodrigues Maia (2005)







sábado, 15 de março de 2014

EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO


EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO




A Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva destacando o serviço de Atendimento Educacional Especializado – AEE desponta como um dos principais indicadores das mudanças sofridas pela Educação Especial para se transformar na Inclusão Escolar. Com objetivo de orientar as instituições educacionais na implantação dos novos serviços de Educação Especial, na concepção de uma educação inclusiva o texto da política na atualidade é explícito e completamente detalhado ao tratar do Atendimento Educacional Especializado: trata-se de um serviço de educação especial que identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem barreiras para a plena participação dos alunos  com deficiência, respeitando as suas necessidades específicas. O AEE complementa e/ou suplementa a formação do aluno com vista à sua autonomia e independência na escola e no meio social.


Com relação ao AEE para as pessoas com surdez na perspectiva inclusiva é preciso que se estabeleça a compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades do ser humano com surdez. 
Os Marcos Políticos- Legais da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva determinam o direito de uma educação bilíngüe em que a LIBRAS e a Língua Portuguesa escrita constituam línguas de instrução no desenvolvimento de todo o processo de aprendizagem. É necessário que o AEE PS seja realizado com base na construção e reconstrução de experiências e vivências conceituais destes sujeitos. Nesse sentido temos plena certeza que os processos perceptivos, lingüísticos e cognitivos da OS poderão ser completamente estimulados e desenvolvidos para que eles adquiram e desenvolvam não só os processos visuais-gestuais como também a leitura e a escrita.
É imprescindível enfatizar que a perspectiva inclusiva está ultrapassando os obstáculos que se apresentam na vida da pessoa com surdez pois são amplas as suas possibilidades sociais e educacionais. O que elas precisam são de ambientes educacionais estimuladores que lhes provoquem o pensamento e exercite a sua capacidade cognitiva. Desta forma compreende-se que o fracasso e a evasão no processo educativo das OS está na falta da qualidade  das práticas pedagógicas adotadas pelas instituições educacionais. De acordo com o AEE OS a pedagogia deve formar um ser humano com base em contextos significativos pois precisa-se desenvolvê-los em todos os aspectos na vontade, na inteligência, no conhecimento e nas idéias sociais. Conforme Damázio:
Nesse sentido, o cotidiano adquire significado, quando se leva em conta todas as vivências contextuais , relacional que o ser humano em evolução experimente. Nesse contexto, o aluno com surdez se sentirá situado e compreenderá com mais facilidade os conteúdos em estudo.(Damázio, 2005)

Para realizar o AEE PS, devemos considerar a sua vivência pois a aprendizagem precisa estar relacionada com o contexto de vida do aluno pois isto favorece a aquisição dos conteúdos estudados.



Para planejar a organização didática do AEE PS deve-se  levar em consideração o diagnóstico do aluno pois a partir deste conhecimento o educador elabora o plano do AEE OS, que é necessário envolver os três momentos  didático-pedagógicos: Atendimento Educacional Especializados em LIBRAS; Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Língua portuguesa  escrita; e o Atendimento Educacional Especializado  para o ensino de LIBRAS. Porém é necessário que se respeite o aluno em todos os aspectos e assegurem a sua aprendizagem. O AEE em LIBRAS  ocorre  na escola comum pelo professor especializado juntamente com os professores da sala  comum. Quando os conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares são explicados nessa língua por um professore  de preferência surdo. Entretanto o AEE para o ensino da Língua Portuguesa escrita, onde se trabalha as especificidades dessa língua para PS,  a mesma é realizada nas sala de aula comum por educadores graduados em Língua Portuguesa. Já o AEE para o ensino de LIBRAS na escola comum onde os alunos com surdez terão aulas de LIBRAS onde enriquecerão o conhecimento e a aquisição dos termos científicos, e é realizado por professor  ou instrutor de LIBRAS preferencialmente surdo. É necessário que se compreenda a importância da organização didática do espaço de ensino pois o uso de imagens visuais e de todos os recursos que possam colaborar na aprendizagem dos alunos com surdez são imprescindíveis para que eles avancem no seu processo de aprendizagem.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Fascículo 05: Educação Escolar de Pessoas com Surdez- Atendimento educacional Especializado em Construção, p. 46-57.

Damázio Mirlene Ferreira Macedo Atendimento Educacional Especializado do Aluno com Surdez/ Mirlene Ferreira Macedo Damázio, Carla Barbosa Alves. -1, Ed.- São Paulo: Moderna, 2010. –(Cotidiano Escolar: Ação Docente).


sábado, 30 de novembro de 2013

A AUDIODESCRIÇÃO

                                                               A AUDIODESCRIÇÃO


   A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão  de pessoas com deficiência visual em cinemas, teatro e programas de televisão. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, que encontram-se excluídas da experiência audiovisual e cênica.
    A acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta no mundo todo. Os esforços, neste sentido, visam não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluídas, como também estabelecer o novo patamar de igualdade baseado na valorização da  diversidade. (www.audiodescricao.com.br)
    

                                     A AUDIODESCRIÇÃO COMO TECNOLOGIA ASSISTIVA


    Surge, então, no cenário da tecnologia assistiva, a audiodescrição, que se constitui como um serviço especializado capaz de promover a acessibilidade comunicacional de pessoas cegas e com baixa visão, além de contribuir para o acesso à informação de pessoas disléxicas ou que apresentem outros tipos de transtornos relacionados à leitura.
    A audiodescrição transita, pois, pelos viéis da comunicação, assumindo o papel de transmissora de informações que, inicialmente, estariam disponíveis apenas no plano visual, a exemplo de imagens estáticas (tais como fotografias), cenas dinâmicas (veiculadas no cinema, TV ou teatro), além de textos e legendas impressas.
    Nas palavras de Mota, a audiodescrição consiste na "...) arte de transformar  aquilo que é visto no que é ouvido".
    Para Laura Graciela Pozzobon:
    "O recurso consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos , efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela".
    Consoante a Portaria nº 310/2006, a audiodescrição é definida como:
    "uma locução, em língua portuguesa sobreposta ao som original do programa, destinada a descrever imagens, sons, textos e demais informações que não poderiam ser percebidos ou compeendidos por pessoas com deficiência visual".
    Ainda consoante Mota, as raízes históricas da audiodescrição remontam a década de 1970, nos Estados Unidos, quando o norte-americano Gregoy Frazier desenvolveu estudos que ajudaram  a impulsionar a experimentação da técnica no teatro, estendendo-se  à Europa e chegando a alcançar o continente asiático, já direcionada a seriados de TV e ao próprio cinema. Há, no entanto, registro que conferem à Drª Margareth Phantiehl e ao seu marido o crédito pela invenção do serviço de audiodescrição, no ano de 1981.
    Já no Brasil, a utilização da técnica é recente, podendo ser encontrada primeiramente no cinema com a exibição do filme "Irmãos de Fé", no circuito comercial, em 2005. Porém desde 2003, o Festival Internacional de Filmes Sobre Deficiências  "Assim Vivemos" vem exibindo filmes audiodescritos. (Lívia Couto Guedes - Revista Nacional de Tecnologia Assistiva). 


                                       A AUDIODESCRIÇÃO COMO RECURSO PEDAGÓGICO


    A audiodescrição como recurso pedagógico possibilita a acessibilidade ao Educador nas variadas situações didáticas no cotidiano escolar, pois permite a narração de roteiros autodescritos que ilustram e estimulam o processo de ensino/aprendizagem, ao passo que beneficia e favorece ao Educador e aos Educandos. Nota-se que a utilização da audiodescrição como ferramenta pedagógica contribui para que os educadores minimizem ou eliminem barreiras que dificultam a aprendizagem dos educandos com deficiência visual e o acesso a materiais bibliográficos como também permitem que todas as ilustrações, imagens, figuras, mapas, desenhos, livros didáticos, vídeos, fotografias, experimentos científicos, visitas culturais. O Educador pode realizar a audiodescrição verbalizando aquilo que é visual, o que favorece, de modo significativo, o desenvolvimento da aprendizagem do educando. Fundamental é o uso da audiodescrição na escola pois este recurso permite a equiparação de oportunidades como também o acesso as imagens, a minimização e a eliminação de barreiras comunicacionais.


Veja a entrevista com Graciela Pozzobon no Programa no Jô:









www.audiodescricao.com.br


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Atividade lúdica - Deficiência Intelectual

Nylse Helena Silva Cunha: Criar para brincar 


PASSA BOLINHA

Estimula:
Motricidade, concentração da atenção, coordenação viso-motora.

Materiais e modo de fazer

Três garrafas de plástico transparente; em duas foi retirado o fundo para
poderem ser encaixadas umas nas outras. Dentro delas foram colocadas três
bolinhas de gude, e no topo das garrafas encaixadas, foi colocado o fundo de uma
delas. As garrafas foram fixadas com durex colorido.

Possibilidades de exploração:

-Sacudir as garrafas de modo que as bolinhas passem pelo gargalo e vão

para o fundo da última garrafa. Contar quanto tempo leva para conseguir passar as três bolinhas.

Referência
MAFRA, Sônia-  O Lúdico e o Desenvolvimento da Criança Deficiente Intelectual - 2008



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

TECNOLOGIA ASSISTIVA


A Tecnologia Assistiva  é utilizada para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiências e, consequentemente, promover vida independente e inclusão.

"De acordo com a limitação física apresentada é necessário utilizar recursos didáticos e equipamentos especiais para a sua educação buscando viabilizar a participação do aluno nas situações práticas vivenciadas no cotidiano escolar, para que o mesmo, com autonomia, possa otimizar suas potencialidades e transformar o ambiente em busca de uma melhor qualidade de vida." (MEC, 2006,p.29)
                                                   
             TESOURA ADAPTADA




                                             TESOURA ADAPTADA EM SUPORTE FIXO


É possível resolver problemas funcionais de situações reais que fazem parte da rotina escolar como, por exemplo, o uso da tesoura com aluno com deficiência física. O Decreto nº 3.298 de 20 de dezembro de 1999 que cita equipamentos desenhados ou adaptados para o uso e segurança da pessoa com deficiência física(...) que garantam o acesso, a melhoria funcional e a autonomia pessoal. Aqui especificamente, citamos as tesouras adaptadas. Tão importantes para o desenvolvimento das crianças pois cortar estimula as habilidades cognitivas e motoras, estimula a criatividade e cortar faz parte de diversas atividades de aula ou em casa. Com as adaptações fica fácil de usar possibilidades, diferentes modos para que a criança possa manejá-la com habilidade que possui de fechar a mão ou bater as mãos individualmente ou coletivamente.
A tesoura adaptada consiste em colocar arame revestido por cabo plástico, facilitando o seu uso por parte de pessoas com dificuldade de pressão. Com esta adaptação o seu uso apenas exige o movimento de fechar a mão. Quando existe maior dificuldade a nível dos movimentos da mão, recorre-se ao uso de um suporte fixo, onde a tesoura adaptada é colocada exigindo apenas o movimento de bater.

Referências

Carolina R. Schirmer, Nádia Browning; Rita Besrch: Rosângela Machado - Formação Continuada a Distância de Professores para o Atendimento Educacional Especializado - Deficiência Física - SEESP/ SEED / MEC- Brasília/DF - 2007.

A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Recursos Pedagógicos Acessíveis e Comunicação Aumentativa e Alternativa - Fascículo 06 - MEC/SEEUFC, 2010.







segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O papel do professor do AEE

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O professor do AEE tem o papel de realizar ações específicas que favoreçam os mecanismos de aprendizagem dos estudantes com deficiência bem como sua aprendizagem. É sua função também propor atividades que contribuam para a aprendizagem de conceitos, fundamentando-se em situações-problemas que exijam do aluno o uso do raciocínio lógico para chegar a uma solução. Cabe ao professor, produzir materiais didáticos e pedagógicos que venham favorecer o desenvolvimento do aluno na sala comum. Seu trabalho consiste na gestão dos processos de aprendizagem, na avaliação desse processo e também em seu acompanhamento.
Para que haja a efetivação do AEE, faz-se necessário que o professor conheça o seu aluno e todas as suas particularidades, pois é isso que lhe dará base para trabalhar com ele, para tanto é imprescindível que ocorra uma articulação e interlocução com o professor da sala comum, pois será a partir das dificuldades dele nesse ambiente que o professor de AEE traçará planos para superar e/ou eliminar as barreiras encontradas.
Para que o professor conheça o estudante como falado anteriormente, o estudo de caso constitui-se numa etapa fundamental para o AEE, pois através dele será possível levantar dados que subsidiarão o Plano de Atendimento Individualizado. Para fazer esse estudo o professor irá levantar informações junto a família e junto a professora da sala comum e outros profissionais, bem como fará algumas observações, é uma etapa que permite conhecer de forma mais minuciosa a situação do estudante.

A partir da análise desse estudo o professor do AEE fará o Plano Individual do estudante, que será focado no problema apresentado por ele durante essa averiguação, dessa forma tratando de cada caso de forma específica será possível organizar, produzir e elaborar atividades que favoreçam o desenvolvimento do aluno. Cada caso tem suas particularidades, sendo assim, mesmo que alguns estudantes apresentem a mesma deficiência, o Plano precisa ser individualizado, pois a abordagem deve levar em conta as particularidades de cada um.