sábado, 30 de novembro de 2013

A AUDIODESCRIÇÃO

                                                               A AUDIODESCRIÇÃO


   A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão  de pessoas com deficiência visual em cinemas, teatro e programas de televisão. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, que encontram-se excluídas da experiência audiovisual e cênica.
    A acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta no mundo todo. Os esforços, neste sentido, visam não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluídas, como também estabelecer o novo patamar de igualdade baseado na valorização da  diversidade. (www.audiodescricao.com.br)
    

                                     A AUDIODESCRIÇÃO COMO TECNOLOGIA ASSISTIVA


    Surge, então, no cenário da tecnologia assistiva, a audiodescrição, que se constitui como um serviço especializado capaz de promover a acessibilidade comunicacional de pessoas cegas e com baixa visão, além de contribuir para o acesso à informação de pessoas disléxicas ou que apresentem outros tipos de transtornos relacionados à leitura.
    A audiodescrição transita, pois, pelos viéis da comunicação, assumindo o papel de transmissora de informações que, inicialmente, estariam disponíveis apenas no plano visual, a exemplo de imagens estáticas (tais como fotografias), cenas dinâmicas (veiculadas no cinema, TV ou teatro), além de textos e legendas impressas.
    Nas palavras de Mota, a audiodescrição consiste na "...) arte de transformar  aquilo que é visto no que é ouvido".
    Para Laura Graciela Pozzobon:
    "O recurso consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos , efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela".
    Consoante a Portaria nº 310/2006, a audiodescrição é definida como:
    "uma locução, em língua portuguesa sobreposta ao som original do programa, destinada a descrever imagens, sons, textos e demais informações que não poderiam ser percebidos ou compeendidos por pessoas com deficiência visual".
    Ainda consoante Mota, as raízes históricas da audiodescrição remontam a década de 1970, nos Estados Unidos, quando o norte-americano Gregoy Frazier desenvolveu estudos que ajudaram  a impulsionar a experimentação da técnica no teatro, estendendo-se  à Europa e chegando a alcançar o continente asiático, já direcionada a seriados de TV e ao próprio cinema. Há, no entanto, registro que conferem à Drª Margareth Phantiehl e ao seu marido o crédito pela invenção do serviço de audiodescrição, no ano de 1981.
    Já no Brasil, a utilização da técnica é recente, podendo ser encontrada primeiramente no cinema com a exibição do filme "Irmãos de Fé", no circuito comercial, em 2005. Porém desde 2003, o Festival Internacional de Filmes Sobre Deficiências  "Assim Vivemos" vem exibindo filmes audiodescritos. (Lívia Couto Guedes - Revista Nacional de Tecnologia Assistiva). 


                                       A AUDIODESCRIÇÃO COMO RECURSO PEDAGÓGICO


    A audiodescrição como recurso pedagógico possibilita a acessibilidade ao Educador nas variadas situações didáticas no cotidiano escolar, pois permite a narração de roteiros autodescritos que ilustram e estimulam o processo de ensino/aprendizagem, ao passo que beneficia e favorece ao Educador e aos Educandos. Nota-se que a utilização da audiodescrição como ferramenta pedagógica contribui para que os educadores minimizem ou eliminem barreiras que dificultam a aprendizagem dos educandos com deficiência visual e o acesso a materiais bibliográficos como também permitem que todas as ilustrações, imagens, figuras, mapas, desenhos, livros didáticos, vídeos, fotografias, experimentos científicos, visitas culturais. O Educador pode realizar a audiodescrição verbalizando aquilo que é visual, o que favorece, de modo significativo, o desenvolvimento da aprendizagem do educando. Fundamental é o uso da audiodescrição na escola pois este recurso permite a equiparação de oportunidades como também o acesso as imagens, a minimização e a eliminação de barreiras comunicacionais.


Veja a entrevista com Graciela Pozzobon no Programa no Jô:









www.audiodescricao.com.br


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Atividade lúdica - Deficiência Intelectual

Nylse Helena Silva Cunha: Criar para brincar 


PASSA BOLINHA

Estimula:
Motricidade, concentração da atenção, coordenação viso-motora.

Materiais e modo de fazer

Três garrafas de plástico transparente; em duas foi retirado o fundo para
poderem ser encaixadas umas nas outras. Dentro delas foram colocadas três
bolinhas de gude, e no topo das garrafas encaixadas, foi colocado o fundo de uma
delas. As garrafas foram fixadas com durex colorido.

Possibilidades de exploração:

-Sacudir as garrafas de modo que as bolinhas passem pelo gargalo e vão

para o fundo da última garrafa. Contar quanto tempo leva para conseguir passar as três bolinhas.

Referência
MAFRA, Sônia-  O Lúdico e o Desenvolvimento da Criança Deficiente Intelectual - 2008



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

TECNOLOGIA ASSISTIVA


A Tecnologia Assistiva  é utilizada para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiências e, consequentemente, promover vida independente e inclusão.

"De acordo com a limitação física apresentada é necessário utilizar recursos didáticos e equipamentos especiais para a sua educação buscando viabilizar a participação do aluno nas situações práticas vivenciadas no cotidiano escolar, para que o mesmo, com autonomia, possa otimizar suas potencialidades e transformar o ambiente em busca de uma melhor qualidade de vida." (MEC, 2006,p.29)
                                                   
             TESOURA ADAPTADA




                                             TESOURA ADAPTADA EM SUPORTE FIXO


É possível resolver problemas funcionais de situações reais que fazem parte da rotina escolar como, por exemplo, o uso da tesoura com aluno com deficiência física. O Decreto nº 3.298 de 20 de dezembro de 1999 que cita equipamentos desenhados ou adaptados para o uso e segurança da pessoa com deficiência física(...) que garantam o acesso, a melhoria funcional e a autonomia pessoal. Aqui especificamente, citamos as tesouras adaptadas. Tão importantes para o desenvolvimento das crianças pois cortar estimula as habilidades cognitivas e motoras, estimula a criatividade e cortar faz parte de diversas atividades de aula ou em casa. Com as adaptações fica fácil de usar possibilidades, diferentes modos para que a criança possa manejá-la com habilidade que possui de fechar a mão ou bater as mãos individualmente ou coletivamente.
A tesoura adaptada consiste em colocar arame revestido por cabo plástico, facilitando o seu uso por parte de pessoas com dificuldade de pressão. Com esta adaptação o seu uso apenas exige o movimento de fechar a mão. Quando existe maior dificuldade a nível dos movimentos da mão, recorre-se ao uso de um suporte fixo, onde a tesoura adaptada é colocada exigindo apenas o movimento de bater.

Referências

Carolina R. Schirmer, Nádia Browning; Rita Besrch: Rosângela Machado - Formação Continuada a Distância de Professores para o Atendimento Educacional Especializado - Deficiência Física - SEESP/ SEED / MEC- Brasília/DF - 2007.

A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Recursos Pedagógicos Acessíveis e Comunicação Aumentativa e Alternativa - Fascículo 06 - MEC/SEEUFC, 2010.







segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O papel do professor do AEE

AEE_Fechamento_Valdevania

O professor do AEE tem o papel de realizar ações específicas que favoreçam os mecanismos de aprendizagem dos estudantes com deficiência bem como sua aprendizagem. É sua função também propor atividades que contribuam para a aprendizagem de conceitos, fundamentando-se em situações-problemas que exijam do aluno o uso do raciocínio lógico para chegar a uma solução. Cabe ao professor, produzir materiais didáticos e pedagógicos que venham favorecer o desenvolvimento do aluno na sala comum. Seu trabalho consiste na gestão dos processos de aprendizagem, na avaliação desse processo e também em seu acompanhamento.
Para que haja a efetivação do AEE, faz-se necessário que o professor conheça o seu aluno e todas as suas particularidades, pois é isso que lhe dará base para trabalhar com ele, para tanto é imprescindível que ocorra uma articulação e interlocução com o professor da sala comum, pois será a partir das dificuldades dele nesse ambiente que o professor de AEE traçará planos para superar e/ou eliminar as barreiras encontradas.
Para que o professor conheça o estudante como falado anteriormente, o estudo de caso constitui-se numa etapa fundamental para o AEE, pois através dele será possível levantar dados que subsidiarão o Plano de Atendimento Individualizado. Para fazer esse estudo o professor irá levantar informações junto a família e junto a professora da sala comum e outros profissionais, bem como fará algumas observações, é uma etapa que permite conhecer de forma mais minuciosa a situação do estudante.

A partir da análise desse estudo o professor do AEE fará o Plano Individual do estudante, que será focado no problema apresentado por ele durante essa averiguação, dessa forma tratando de cada caso de forma específica será possível organizar, produzir e elaborar atividades que favoreçam o desenvolvimento do aluno. Cada caso tem suas particularidades, sendo assim, mesmo que alguns estudantes apresentem a mesma deficiência, o Plano precisa ser individualizado, pois a abordagem deve levar em conta as particularidades de cada um.

sábado, 25 de maio de 2013

Coletânea Atendimento Educacional Especializado -AEE


No endereço abaixo se encontra a coletânea de livros que foram desenvolvidos na versão 2010/2011 numa parceria  entre UFC e MEC.  A versão   pode ser acessado no site da SECADI: http://portal.mec.gov.br
      Localize SECADI entre as SECRETARIAS listadas no lado direito do Portal.
       Clique no botão PUBLICAÇÕES.
        Clique no link Educação Especial.
         Encontrará vários materiais disponíveis para pesquisa, como a coleção “A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar”.
Esta coleção tem a finalidade de contribuir para a formação dos professores do Atendimento Educacional Especializado – AEE, bem como dar subsídios para o debate a respeito da escola inclusiva. Você pode fazer o download de cada fascículo:


Educação Especial

Educação Especial: As Dificuldades Encontradas no Ambiente Escolar para a Inclusão


As dificuldades e barreiras encontradas para a efetivação da inclusão escolas das pessoas com deficiência são muitas. Sabe-se que os sistemas de ensino devem organizar as condições de acesso aos espaços, aos recursos pedagógicos e à comunicação que favoreçam a promoção da aprendizagem e a valorização das diferenças, de forma que venha a atender as necessidades educacionais de todos os alunos. Observa-se, porém, que algumas instituições de ensino não possuem estrutura adequada, além disso, são poucos profissionais da área da educação que estão preparados para viver esse novo momento da educação brasileira, é preciso um investimento maior para que de fato os educadores possam ter formações que contribuam para uma mudança que venha favorecer esses educandos. Para compreender melhor esse assunto indico aos interessados uma boa e esclarecedora leitura do artigo “Educação Especial: As Dificuldades Encontradas no Ambiente Escolar para a Inclusão”.

Acesso em 13 de maio de 2013.


EAD - Breve Reflexão




Ensino à Distância: Dificuldades e conquistas

Estamos inseridos em um contexto sociocultural que afeta e modifica nossos modos de aprender e ensinar. A vida nos conduz a novas necessidades e desafios relacionados aos novos processos de ensino-aprendizagem.
A Educação à Distância vem oferecendo novas oportunidades de estudos para diversas pessoas que por vários motivos não estudaram e aprofundamento de conhecimentos para outros. Percebe-se que existem algumas dificuldades as quais os alunos da EaD tem vivenciado no decorrer dos cursos: quando estes cursos não tem uma excelente proposta pedagógica: ausência da compreensão da tecnologia de forma geral; indiferença dos diretores, coordenadores e tutores às dificuldades dos alunos; atividades não atrativas; falta de subsídios científicos para auxiliar nas atividades propostas; desrespeito aos diferentes ritmos de aprendizagem e a falta de organização quanto a atividades que não estão propostas no curso.
A EaD se propõe a fazer com que cada um de nós avance nas nossas conquistas buscando soluções aos desafios provocados pelas múltiplas possibilidades de estudo, pesquisa, leitura, navegação, elaboração e socialização.
O sucesso dessa modalidade nos demonstra segundo José Manoel Moran é que: “A aprendizagem não se faz só na sala de aula, mas nos inúmeros espaços de encontros, de pesquisa e produções, que as grandes instituições propiciam aos seus professores e alunos”.